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Foto: Secom Roraima

A Polícia Civil de Roraima prendeu em flagrante, nesta segunda-feira 9, a candidata V.M.O., de 38 anos, suspeita de usar certificados falsificados para disputar vaga de professora de sociologia em um processo seletivo da Secretaria de Estado da Educação e Desporto. A ocorrência foi registrada na sede da pasta, após acionamento feito por servidores responsáveis pela conferência dos documentos.

A equipe da Delegacia de Repressão aos Crimes contra a Administração Pública acompanhava a checagem quando surgiram sinais visíveis de adulteração nos papéis apresentados pela candidata.

“A servidora responsável pela análise identificou inconsistências nos documentos e comunicou imediatamente a chefia do setor, que acionou os policiais para averiguação”, explicou Ana Paula de Lima.

Conforme a delegada, um histórico escolar atribuído a um curso de mestrado apresentava incompatibilidades com a formação informada. A polícia também buscou confirmação junto à Universidade Estadual de Roraima.

A instituição respondeu oficialmente que não há matrícula ou registro de cursos em nome da candidata, divergindo do material entregue por ela.

“No momento da abordagem, outros documentos com indícios de falsificação foram encontrados em posse da candidata e apreendidos para posterior análise pericial. Importante ressaltar que a atuação da equipe ocorreu com rigor técnico, cautela e estrita observância dos procedimentos legais, garantindo a preservação das provas e a correta formalização dos atos investigativos”, disse a Ana Paula de Lima.

A mulher recebeu voz de prisão e foi autuada por uso de documento falso, infração prevista na legislação penal e considerada inafiançável na etapa policial. Ela será apresentada em audiência de custódia nesta terça-feira 10.

As diligências continuam para aprofundar a apuração, inclusive quanto à possível participação de outras pessoas na emissão ou fornecimento dos certificados. “A Polícia Civil reafirma que continuará atuando de forma integrada com os órgãos públicos no combate a fraudes contra a administração pública, garantindo transparência, legalidade e proteção ao interesse coletivo”, ressaltou a delegada.

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