O Parque Ecológico Bosque dos Papagaios, no bairro Paraviana, em Boa Vista, abriga espécies de aves, mamíferos e quelônios resgatados ou entregues de forma voluntária pelos órgãos ambientais. Além de ser um dos principais espaços verdes da cidade, o local recebe visitas de famílias, escolas e pesquisadores interessados em observar de perto animais silvestres que não possuem condições de retorno ao habitat natural.
Entre os mamíferos sob cuidados estão uma anta brasileira, resgatada na Vila Félix Pinto, no Cantá, em ação da Companhia Independente de Policiamento Ambiental. A anta passou pelo Centro de Triagem de Animais Silvestres do IBAMA e foi destinada ao bosque em 2023, após avaliação técnica que concluiu pela impossibilidade de soltura.
Uma capivara também vive no parque desde agosto de 2018. O animal foi apreendido no bairro Caimbé, em Boa Vista, onde era mantido irregularmente. Após o resgate, houve adoção de procedimentos legais e técnicos para garantir o bem-estar e a destinação adequada.
Dois veados-campeiros chegaram ao bosque em 2 de agosto de 2023. Um deles foi apreendido no Projeto de Assentamento Nova Amazônia e o segundo foi entregue de forma voluntária por um morador de Alto Alegre. Ambos passaram por avaliação clínica e análise técnica, sendo destinados ao parque para acompanhamento permanente.
No caso das aves, o bosque reúne animais há quase uma década, maioria proveniente de resgates e apreensões do CETAS/IBAMA. Há registros também de entregas voluntárias e de ações realizadas no município de Boa Vista. Algumas espécies não podem ser reinseridas na natureza, enquanto outras passam por treinamento de voo para possível soltura.
Os recintos contam atualmente com mais de dez espécies de aves, entre elas papagaio-campeiro, papagaio-moleiro, papagaio-do-mangue, arara-canindé, arara-macau, arara-vermelha grande, maracanã-do-buriti, marianinha-de-cabeça-preta, maitaca-de-cabeça-azul, anacã, tucano-de-papo-branco e tucanuçu.
O parque também abriga fauna em vida livre. Espécies como jabutis, iguana-verde, tatu-bola, aracuã-pequena, mucura e outros répteis circulam pelo bosque, algumas já presentes antes da criação do parque e outras inseridas com autorização do CETAS/IBAMA. As espécies permanecem soltas em ambiente natural e estável.








