Bacalhau de pirarucu, peixe típico da região Amazônica. Foto: Freepik

A tradição de consumir bacalhau na Semana Santa ganhou uma versão com identidade amazônica que vem conquistando espaço nas cozinhas da região Norte. Feito a partir do pirarucu seco, conhecido popularmente como “bacalhau da Amazônia”, o prato une técnica tradicional de dessalga com ingredientes típicos, resultando em uma receita saborosa e acessível.

O pirarucu, um dos maiores peixes de água doce do mundo, passa por um processo de salga e secagem semelhante ao do bacalhau importado. O resultado é uma carne firme, de sabor marcante, que permite diferentes preparos, especialmente em datas religiosas como a Sexta-feira Santa.

Receita: bacalhau da Amazônia ao forno com legumes

A versão mais comum e prática é o preparo ao forno, que combina o peixe com itens simples e muito utilizados na culinária regional.

Ingredientes:

  • 500g de pirarucu seco (dessalgado)
  • 4 batatas médias cortadas em rodelas
  • 1 pimentão (verde ou vermelho) em tiras
  • 1 cebola grande em rodelas
  • 2 tomates fatiados
  • Azeitonas a gosto
  • 3 dentes de alho picados
  • Coentro ou cheiro-verde
  • Azeite de oliva
  • Sal e pimenta a gosto

Modo de preparo:
O primeiro passo é dessalgar o pirarucu, deixando-o de molho em água por cerca de 24 horas, com trocas regulares. Depois, o peixe deve ser cozido rapidamente para amolecer as fibras.

Em um refratário, monte camadas com batata, cebola, tomate e o peixe desfiado em lascas grandes. Acrescente o alho, o pimentão e finalize com azeite e azeitonas. Leve ao forno por cerca de 30 minutos, até dourar levemente.

Finalize com cheiro-verde fresco e sirva ainda quente.

Alternativa mais acessível e sustentável

Além do sabor, o “bacalhau da Amazônia” se destaca pelo custo mais baixo em comparação ao bacalhau importado, que costuma ter alta procura e preços elevados neste período do ano.

Outro ponto é o impacto positivo na economia local, já que o pirarucu é produzido na região, muitas vezes por comunidades ribeirinhas e manejos sustentáveis.

Deixe seu comentário

Please enter your comment!
Please enter your name here