Foto: Ascom/Funai

O fortalecimento da sustentabilidade econômica dos povos indígenas foi um dos principais temas debatidos durante a 55ª Assembleia Geral dos Povos Indígenas de Roraima. O evento reuniu lideranças indígenas e representantes de órgãos públicos para discutir políticas públicas e ações voltadas às comunidades.

A pauta incluiu a participação da Fundação Nacional dos Povos Indígenas, além de instituições como a Companhia Nacional de Abastecimento e o Ministério do Desenvolvimento Agrário. Durante o encontro, os povos indígenas apresentaram demandas e conheceram iniciativas de apoio ao desenvolvimento sustentável.

A presidente da Funai, Joenia Wapichana, destacou a importância de avançar na gestão dos territórios após a demarcação.

“Não basta apenas demarcar e proteger. É necessário apoiar a gestão dos territórios e fortalecer o desenvolvimento sustentável das comunidades”, afirmou.

Segundo ela, um dos principais instrumentos nesse processo são os Planos de Gestão Territorial e Ambiental (PGTA), elaborados pelas próprias comunidades para organizar demandas em áreas como produção, preservação e geração de renda.

A assembleia foi realizada entre os dias 11 e 14 de março, na comunidade indígena Maturuca, localizada na Terra Indígena Raposa Serra do Sol, no município de Uiramutã.

Ações e projetos em Roraima

Durante o evento, a coordenação regional da Funai em Roraima apresentou um balanço das ações desenvolvidas ao longo de 2025. Entre as iniciativas destacadas estão projetos voltados à produção agrícola, segurança alimentar e geração de renda nas comunidades.

Foram citadas ações como a distribuição de ferramentas agrícolas, entrega de 538 ovinos, implantação de projetos de piscicultura em 25 comunidades, além da instalação de casas de farinha, motores de irrigação e iniciativas de avicultura.

Também houve apoio a atividades de extrativismo, como a coleta de castanha-do-brasil na Terra Indígena Wai-Wai.

Parcerias institucionais também foram ressaltadas durante a assembleia. Entre elas, a atuação conjunta com a Conab por meio do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), além da emissão de 30 declarações para que agricultores indígenas tenham acesso ao crédito do Pronaf A.

A programação incluiu ainda a realização de encontros voltados a mulheres indígenas, artesãs e práticas de medicina tradicional, com foco na valorização cultural e no fortalecimento das comunidades.

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