Senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Jefferson Rudy/Agência Senado

As anotações atribuídas ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ganharam repercussão nos bastidores políticos após serem parcialmente divulgadas. O conteúdo revela um planejamento interno do Partido Liberal (PL) para as eleições de 2026 em diferentes estados do país.

O documento, um rascunho intitulado “situação nos estados”, teria sido preenchido pelo próprio senador durante uma reunião da direção nacional da legenda, em Brasília. Nele, aparecem indicações de nomes, vetos e preferências para compor chapas ao governo estadual e ao Senado.

As notas listam possíveis candidatos ao governo e ao Senado em diversas unidades da federação. Em vários casos, há apostas em lideranças regionais ou em nomes já alinhados ao PL. O material também traz observações manuscritas que indicam avaliações políticas sobre a viabilidade de candidaturas e o cenário local em cada estado.

O rascunho foi produzido durante um encontro da executiva nacional do partido. Flávio Bolsonaro confirmou a autoria das anotações, mas afirmou que o conteúdo não representa necessariamente posições fechadas dele, e sim apontamentos e sugestões discutidos na reunião.

Teresa Surita (MDB), Arthur Henrique (PL), Mecias de Jesus (Republicanos) e Nicoletti (União Brasil). Fotos: assessorias

Roraima

No caso de Roraima, as anotações atribuídas ao senador Flávio Bolsonaro também trazem indicativos sobre o desenho político para 2026.

No rascunho, aparece a sinalização de apoio ao governo do Estado:

Governo – Teresa Surita (MDB)/ Arthur Henrique (PL). Nas anotações do pré-candidato ao Planalto, somente esses dois nomes foram postos para a disputa ao Executivo, ambos com trajetória consolidada na política local e com potencial de agregar diferentes grupos no estado.

Para o Senado, as anotações indicam apoio ao senador Mecias de Jesus (Republicanos) e ao deputado federal Nicoletti (União).

A inclusão desses nomes no documento reforça a estratégia do PL de priorizar lideranças com enraizamento local. As anotações, no entanto, são vistas como um esboço de cenário e não representam decisão formal do partido, que ainda depende de negociações e definições futuras para consolidar as chapas de 2026.

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