Cartazes contra Flávio Bolsonaro relacionados ao episódio de retirada e destruição de materiais na Universidade Federal de Roraima (UFRR) apresentam críticas políticas, alegações sobre propostas de governo e acusações pessoais. As seis peças encaminhadas ao Roraima 1 abordam temas como direitos trabalhistas, educação pública, aposentadoria e relações políticas.
Em um dos materiais, o texto afirma que Flávio pretende retirar direitos como férias e 13º salário. Outro sustenta que o político quer congelar aposentadorias e o Benefício de Prestação Continuada (BPC), eliminando o aumento real vinculado ao salário mínimo.
Na educação, um cartaz atribui a Flávio a intenção de retirar dinheiro das escolas públicas para financiar instituições particulares por meio de vouchers. A peça afirma que a medida deixaria unidades de ensino sem recursos para manutenção e reformas.
Outro material associa o político ao presidente argentino Javier Milei. A montagem apresenta recortes atribuídos à revista Veja e ao UOL sobre recessão e aumento de suicídios na Argentina, acompanhados da frase “Esse é o projeto do Flávio Bolsonaro para o Brasil”.
Duas peças exploram acusações pessoais. Uma questiona o tratamento de Flávio às mulheres e reproduz uma chamada atribuída ao UOL sobre suposta participação em festas com prostitutas. A outra traz a pergunta “Vice-presidente acusado de estupro?”, acompanhada da frase “Flávio tem e não abre mão”. Esta última apresenta um endereço eletrônico atribuído ao Brasil de Fato e a assinatura “Frente Cristã pelo Futuro do Brasil”.
O episódio envolve a ex-candidata Athally Albuquerque (Republicanos), que rasgou os cartazes e estava acompanhada durante o ato pelo deputado estadual Marcinho Belota (PL). Os dois afirmam que foram à universidade após receber denúncias de desinformação e perseguição política. Estudantes relatam retirada e destruição de materiais e questionam a atuação do grupo. A UFRR repudiou o episódio e informou que vai apurar os fatos.
















