Um homem de 40 anos foi preso pela Polícia Civil na quarta-feira (7), em São João da Baliza, no Sul de Roraima, suspeito de estuprar a própria enteada, de 17 anos. Segundo a investigação, os abusos teriam ocorrido de forma repetida dentro da residência da família e a adolescente teria engravidado durante o período.
De acordo com a Polícia Civil, os abusos teriam começado cerca de um mês depois de a adolescente passar a morar com a mãe, em 15 de maio deste ano.
O investigado teria entrado repetidamente no quarto dela durante a manhã, em momentos em que a jovem estava dormindo, e a violência teria ocorrido em aproximadamente cinco ou seis ocasiões, com uso de força física e sem consentimento.
Ainda segundo a investigação, o homem teria feito ameaças e intimidações para impedir que a adolescente contasse o que acontecia à mãe.
Gravidez e afastamento
A gravidez foi descoberta após um teste realizado com ajuda de um amigo. A mãe tomou conhecimento da situação por meio do filho mais velho da adolescente e confrontou o investigado. Conforme a Polícia Civil, ele teria alegado que a relação era consensual, versão contestada pela adolescente.
Posteriormente, a jovem sofreu um aborto espontâneo e permaneceu internada durante três dias. Após a intervenção do Conselho Tutelar de São João da Baliza, a adolescente deixou a residência onde vivia com a mãe e o investigado e passou a morar com a avó.
Mesmo depois da mudança, segundo os relatos reunidos durante a investigação, o homem teria continuado a persegui-la no trajeto para a escola e nas proximidades da nova residência. A situação teria provocado medo e insegurança na adolescente.
Prisão preventiva
A Polícia Civil reuniu relatos da adolescente, familiares e testemunhas, além de documentos encaminhados pelo Conselho Tutelar. Com base nas informações, o delegado Ricardo André Mendes, titular da Delegacia de Polícia de São João da Baliza, representou pela prisão preventiva do investigado.
A medida foi autorizada pela Justiça e cumprida na sede do município. O homem foi levado à delegacia e posteriormente encaminhado para audiência de custódia.
Além da prisão preventiva relacionada à investigação criminal, ele também tinha um segundo mandado de prisão, de natureza civil, por dívida de pensão alimentícia.
Conforme a decisão judicial, o débito era de R$ 2.858,46, referente ao período de julho de 2024 a abril de 2025. O investigado permanece à disposição da Justiça.










