A Justiça decidiu, nesta sexta-feira (25), liberar o candidato a deputado estadual Jalser Renier (PSDB) após audiência de custódia realizada em Boa Vista. A fiança já foi paga, mas o alvará de soltura ainda não havia sido emitido até o momento da atualização.
Por isso, Jalser permanece na Penitenciária Agrícola de Monte Cristo (Pamc), para onde foi levado na noite de quinta-feira (24), após ser preso em flagrante pela Polícia Federal. A previsão é que ele deixe a unidade por volta das 16h, depois da emissão do documento. O valor da fiança não foi informado pela defesa.
Jalser foi preso durante uma ação da Polícia Federal que investiga suspeitas de crimes relacionados à movimentação de recursos. Durante a abordagem, os agentes encontraram R$ 19 mil em espécie, celulares e anotações relacionadas à gestão da campanha eleitoral.
Segundo a PF, o material apreendido levantou indícios de possível crime eleitoral e será analisado no decorrer da investigação. A corporação busca esclarecer a origem e a destinação dos recursos, além de verificar a relação dos documentos encontrados com os fatos investigados.
Defesa contesta suspeita
A defesa de Jalser afirmou que o dinheiro apreendido possui origem lícita e natureza pessoal, sem relação com compra de votos. Sobre as anotações e demais documentos, os advogados disseram que o material está relacionado à organização financeira da campanha e à contratação de cabos eleitorais.
A defesa também ressaltou que a investigação ainda está em andamento e que os fatos precisam ser esclarecidos durante o processo. Jalser, segundo os advogados, permanece colaborando com as apurações e exercendo seu direito de defesa.










