Foto: arquivo/William Roth

O nível do Rio Branco chegou a 1,02 metro em Boa Vista nesta sexta-feira (11), segundo o mais recente boletim de monitoramento hidrológico divulgado pelo Serviço Geológico do Brasil (SGB). O valor está abaixo da faixa considerada normal para esta época do ano e a previsão é de que o rio continue baixando gradualmente nas próximas duas semanas.

Em Boa Vista, o Rio Branco perdeu 26 centímetros em uma semana. Somente nas últimas 24 horas, a redução foi de 5 centímetros.

A queda também é registrada em Caracaraí, onde o rio atingiu 1,66 metro às 5h desta sexta. No município, a redução acumulada foi de 31 centímetros na última semana e de 4 centímetros nas últimas 24 horas.

Segundo o SGB, todas as estações monitoradas na bacia do Rio Branco apresentaram redução dos níveis e estão abaixo da faixa de normalidade. Em alguns pontos, as cotas atuais já estão abaixo dos menores níveis registrados historicamente para esta época do ano.

Pouca chuva

A redução dos rios está relacionada principalmente ao baixo volume de chuvas registrado em Roraima nos últimos meses.

Julho e agosto tiveram precipitações abaixo da média climatológica. Em agosto, o volume de chuva correspondeu a apenas 27,8% do esperado para o mês.

O cenário de pouca chuva também permanece em setembro. Até o momento, o acumulado médio na bacia hidrográfica é de 8,09 milímetros, equivalente a apenas 8,41% de toda a chuva esperada para o mês.

Nos primeiros sete meses de 2026, maio foi o único mês que registrou volume de chuva acima da média, segundo o monitoramento.

Rio deve continuar baixando

A previsão indica pouca mudança no cenário nas próximas semanas. Para o período entre 10 e 17 de setembro, são esperados apenas 3,5 milímetros de chuva acumulada. Entre os dias 17 e 24, a projeção cai para 1,1 milímetro.

Com base nessas previsões, as simulações hidrológicas apontam que o Rio Branco deve continuar baixando em Boa Vista e Caracaraí pelos próximos 15 dias.

Segundo o SGB, a tendência é de que a redução ocorra de maneira gradual.

Os dados fazem parte da Rede Hidrometeorológica Nacional, mantida pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) e operada pelo Serviço Geológico do Brasil em parceria com outras instituições.

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