A Polícia Civil de Roraima (PCRR) apreendeu, nesta terça feira (8), o celular de um jovem de 19 anos investigado por armazenar e eventualmente compartilhar conteúdo de natureza sexual envolvendo crianças e adolescentes. O aparelho foi encontrado durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão em uma residência no bairro Dr. Sílvio Leite, zona oeste de Boa Vista.
A ação foi realizada pela Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA). Segundo a delegada Clarissa Pinheiro, responsável pela investigação, o caso começou após uma prima do investigado, maior de idade, procurar a Polícia Civil e denunciar que ele teria acessado o celular dela sem autorização.
A vítima relatou acreditar que o jovem tenha descoberto a senha do aparelho e acessado a lixeira do telefone, onde havia um vídeo íntimo dela com o ex companheiro. Conforme a investigação, o suspeito teria gravado a tela enquanto o vídeo era reproduzido e depois compartilhado o conteúdo com outras pessoas.
Durante a apuração, porém, familiares teriam encontrado no aparelho do investigado outros arquivos envolvendo integrantes da própria família. Entre elas estavam duas adolescentes, de 14 e 12 anos, e uma criança de três anos.
A mãe das adolescentes e da mulher que fez a denúncia inicial entregou à Polícia Civil prints, fotografias e vídeos que haviam sido identificados anteriormente. O material serviu de base para que a DPCA pedisse à Justiça autorização para realizar buscas na residência do jovem.
Embora a ocorrência tenha começado com a denúncia feita por uma mulher adulta, a Polícia Civil informou que a investigação passou a concentrar esforços na apuração do armazenamento e de um possível compartilhamento de conteúdo sexual envolvendo crianças e adolescentes.
Com autorização da Justiça de Roraima, policiais cumpriram o mandado na residência do investigado e apreenderam um aparelho celular que estava em poder dele. O dispositivo será submetido à perícia para verificar a existência de arquivos e outras informações relacionadas aos fatos investigados.
Segundo Clarissa Pinheiro, a análise do aparelho deverá ajudar a esclarecer a origem dos arquivos, o armazenamento do material e se houve compartilhamento com outras pessoas.
“O objetivo desse trabalho é garantir a proteção das vítimas e a responsabilização dos possíveis autores, com base nos elementos reunidos durante a investigação”, afirmou a delegada.










