Um oficial investigador da Polícia Civil de Roraima, de 58 anos, foi preso em flagrante nesta segunda-feira (7), em Caracaraí, suspeito de tentar matar a companheira, de 28 anos. Segundo o relato da vítima, ele a derrubou no chão e apertou seu pescoço duas vezes, em um golpe semelhante ao “mata-leão”, dificultando sua respiração.
A Polícia Civil foi comunicada sobre a violência e pediu apoio da Polícia Militar para localizar e conduzir o suspeito à Delegacia de Polícia de Caracaraí. A prisão em flagrante foi ratificada, em tese, por tentativa de feminicídio no contexto de violência doméstica e familiar.
Segundo o delegado titular da Delegacia de Polícia de Caracaraí, Bruno Gabriel Bezerra Costa, os fatos começaram em Boa Vista, na noite de domingo (6), e continuaram durante a madrugada de segunda-feira.
O casal havia ido a uma loja para comprar produtos, incluindo itens de higiene para o filho do investigado. Durante as compras, os dois discutiram. Segundo a vítima, o desentendimento continuou durante a viagem de carro para Caracaraí, quando o homem teria dirigido a cerca de 130 km/h, o que a deixou com medo.
Depois, o investigado deixou a mulher em casa e disse que iria buscar o filho. Preocupada com o comportamento dele, ela entrou em contato com a mãe. Mais tarde, os dois voltaram a discutir e a situação evoluiu para as agressões físicas.
Agressão
Conforme o relato da vítima, o homem chutou e danificou uma porta depois que ela se recusou a abri-la. Em seguida, teria entrado no imóvel e iniciado as agressões.
A mulher contou que foi derrubada no chão e teve o pescoço fortemente comprimido pelo suspeito. Ela afirmou que não conseguia respirar. Após interromper a agressão, o homem teria voltado a apertar o pescoço dela. A vítima relatou ainda que acreditou que seria morta durante o ataque.
Assim que a Polícia Civil recebeu a denúncia, acionou a PMRR para localizar o suspeito. Após ser levado à delegacia, a arma institucional utilizada pelo policial foi retirada e apreendida.
“Assim que tomamos conhecimento dos fatos, adotamos as providências necessárias para localizar o suspeito e garantir a segurança da vítima. A prioridade foi interromper a situação de violência e dar encaminhamento imediato ao procedimento policial”, afirmou o delegado Bruno Gabriel.
Segundo a Polícia Civil, a vítima foi encaminhada para atendimento hospitalar e ao Instituto de Medicina Legal (IML), onde passou por perícia para avaliar possíveis lesões decorrentes da compressão no pescoço.
Histórico de violência
A mulher também relatou que as agressões não teriam começado nesta ocorrência. Segundo ela, havia um histórico de discussões, empurrões, xingamentos, humilhações e agressões físicas.
Em um episódio anterior, a vítima afirmou ter sido agarrada, jogada sobre uma cama e novamente submetida à compressão do pescoço.
Após a prisão em flagrante, o suspeito foi apresentado em audiência de custódia. A vítima também solicitou Medida Protetiva de Urgência (MPU).
O caso será encaminhado à Corregedoria-Geral de Polícia (Corregepol) para as providências relacionadas à situação funcional do investigador, com garantia do contraditório e da ampla defesa.










