Foto: Mapa/Divulgação

A nova tarifa adicional de 12,5% imposta pelos Estados Unidos fará com que 3.985 produtos brasileiros passem a pagar uma tributação total de 37,5% para entrar no mercado norte-americano. As novas alíquotas entraram em vigor nesta sexta-feira (24).

Levantamento divulgado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) aponta que a medida afetará US$ 12,4 bilhões em exportações brasileiras, o equivalente a 29,4% de tudo o que o país vende aos Estados Unidos.

Ao todo, 4.060 produtos brasileiros serão alcançados pela nova sobretaxa. Desse total, 3.985 já estavam sujeitos à tarifa adicional de 25% e passarão a pagar 37,5%. Esse grupo concentra US$ 10,8 bilhões em exportações. Outros 75 produtos, que somam US$ 1,6 bilhão em vendas, passarão a recolher apenas a nova alíquota de 12,5%.

Segundo a CNI, 48,7% de todas as exportações brasileiras destinadas aos Estados Unidos passarão a estar sujeitas a algum tipo de tarifa adicional imposta pelo governo norte-americano.

Trabalho forçado

As novas tarifas são resultado de uma investigação conduzida pelos Estados Unidos com base na Seção 301 da Lei de Comércio do país. O governo norte-americano concluiu que o Brasil e outros parceiros comerciais não adotam mecanismos considerados suficientes para impedir a importação de produtos fabricados com trabalho forçado.

A CNI contesta essa avaliação e afirma que o Brasil possui uma das legislações mais modernas para prevenir, combater e erradicar o trabalho forçado, com mecanismos de fiscalização e proteção aos trabalhadores reconhecidos internacionalmente.

Negociação

O presidente da CNI, Ricardo Alban, defendeu a manutenção das negociações entre os governos brasileiro e norte-americano para reduzir os impactos da medida sobre a indústria.

“É essencial que o diálogo entre Brasil e Estados Unidos seja mantido e aprofundado. Ao mesmo tempo, precisamos agir com rapidez para amenizar o impacto sobre as empresas prejudicadas”, afirmou.

Segundo Alban, a entidade mantém conversas com o governo federal e com os setores mais afetados para discutir medidas de curto prazo.

FonteAgência Brasil
ReportagemRedação

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