Um homem de 32 anos e uma mulher de 24 anos, que se apresentavam como pastores evangélicos, foram indiciados pela Polícia Civil de Roraima por estupro de vulnerável e outros crimes contra adolescentes. O casal teve a prisão preventiva decretada pela Justiça e está foragido.
Seis adolescentes foram apontadas como vítimas de estupro. No total, a investigação identificou 11 vítimas, com idades entre 12 e 17 anos.
O inquérito foi conduzido pela Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente. A investigação começou após o registro de um boletim de ocorrência e avançou com depoimentos de vítimas e testemunhas, além da análise de outros elementos reunidos pela polícia.
Segundo a Polícia Civil, os investigados utilizavam a posição religiosa para se aproximar das adolescentes. Além de estupro de vulnerável, eles foram indiciados por crimes como importunação sexual e fraude processual.
A prisão preventiva do casal foi solicitada pela Polícia Civil e decretada pela Justiça. Como os dois não foram localizados, passaram a ser considerados foragidos. As buscas continuam.
Os nomes dos investigados e das adolescentes não foram divulgados. A medida busca preservar a identidade das vítimas, conforme determina a legislação.
Ordem evangélica nega vínculo com os investigados
Após a repercussão do caso, a Ordem Estadual de Ministros Evangélicos de Roraima, OMER, divulgou uma nota oficial informando que os investigados não possuem vínculo institucional com a entidade.
A organização declarou que não reconhece os títulos ministeriais atribuídos ao casal e manifestou indignação diante dos crimes investigados. A entidade também afirmou que as condutas apuradas não representam os pastores ligados à Ordem.
Na nota, a OMER disse não compactuar com desvios éticos, morais ou condutas criminosas no exercício do ministério. A organização ainda manifestou solidariedade às vítimas e afirmou que aguarda o andamento do processo judicial.
O indiciamento representa a conclusão da investigação policial e não equivale a uma condenação. O inquérito será analisado pelo Ministério Público de Roraima, que decidirá sobre o oferecimento de denúncia à Justiça.
Veja a nota na íntegra:











