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Foto: Ascom PCRR

A Polícia Civil de Roraima (PCRR) concluiu as investigações sobre um esquema de desvio de combustível destinado à frota do transporte escolar estadual e indiciou três pessoas pelo crime de peculato. O inquérito, conduzido pela Delegacia de Polícia Civil de Caracaraí, apontou um prejuízo de R$ 51.119,12 aos cofres públicos e foi encaminhado ao Ministério Público de Roraima (MPRR).

Segundo a investigação, um motorista contratado para atuar no transporte escolar desviava combustível com a participação de um frentista e do administrador de um posto de combustíveis. O combustível que deveria abastecer exclusivamente os veículos oficiais era utilizado em um veículo particular e também armazenado em recipientes.

De acordo com o delegado Bruno Gabriel Bezerra Costa, responsável pela conclusão do inquérito, o procedimento teve início na Divisão Especial de Combate à Corrupção (Decor) e foi posteriormente remetido à Delegacia de Caracaraí, município onde os fatos ocorreram.

As investigações começaram em novembro de 2024, após uma auditoria da Secretaria de Estado da Educação e Desporto (Seed) identificar irregularidades nos abastecimentos dos veículos do transporte escolar. Entre os indícios encontrados estavam registros incompatíveis com a capacidade dos tanques, abastecimentos realizados em sequência com intervalo de poucos minutos e outras inconsistências.

Ainda conforme a Polícia Civil, no dia 22 de novembro de 2024, durante um procedimento administrativo da Seed, o motorista J.S.B., de 33 anos, admitiu as irregularidades. Três dias depois, em 25 de novembro, a Decor instaurou o inquérito policial para apurar o caso.

Com o avanço das diligências, a investigação foi transferida para a Delegacia de Caracaraí. Durante a apuração, os policiais realizaram oitivas, análises de documentos, levantamentos de registros eletrônicos de abastecimento e outras diligências que permitiram esclarecer a dinâmica do esquema.

A Polícia Civil concluiu que J.S.B. utilizava o cartão de abastecimento da frota escolar para autorizar o fornecimento de combustível que, em vez de abastecer os ônibus do transporte escolar, era destinado a um veículo particular e armazenado em recipientes. As investigações também identificaram a participação do frentista S.S.S., de 25 anos, responsável pelos abastecimentos irregulares, e do administrador do posto, A.V.M., de 48 anos, que autorizava o procedimento fraudulento.

Segundo o delegado Bruno Gabriel, o conjunto de provas permitiu identificar a participação de cada investigado e esclarecer o funcionamento do esquema.

“Reunimos provas documentais, técnicas e testemunhais que demonstram como o esquema funcionava e qual foi a participação de cada investigado. A Polícia Civil tem o compromisso de combater crimes contra a Administração Pública e proteger os recursos que pertencem à população”, afirmou.

Os três suspeitos foram indiciados pelo crime de peculato, que consiste na apropriação ou desvio de dinheiro, bens ou valores públicos por servidor público ou por terceiros que participem da prática criminosa.

FonteAscom PCRR
ReportagemRedação

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