Foto: Ascom/ PCRR

A Polícia Civil de Roraima prendeu um agricultor de 69 anos e o filho dele, de 53, investigados por crimes contra a dignidade sexual de uma criança de 11 anos. Os dois, que são avô e pai da vítima, foram presos no último domingo (29), na comunidade indígena Caraparú IV, no município de Uiramutã.

As investigações começaram após a criança relatar os fatos à mãe, que acionou o Conselho Tutelar de Uiramutã. A partir da denúncia, a Delegacia de Polícia de Pacaraima instaurou inquérito para apurar o caso.

De acordo com o delegado Valdir Tomasi, as diligências reuniram elementos que indicam que a criança teria sido submetida a sucessivos episódios de violência dentro do próprio ambiente familiar, em diferentes períodos. Conforme a apuração, o pai é investigado por fatos ocorridos em 2025, enquanto o avô responderá por ocorrências que teriam se repetido entre 2023 e 2025.

Durante o interrogatório, um dos investigados admitiu participação nos fatos, segundo informou a Polícia Civil, reforçando os indícios já reunidos pela investigação.

No decorrer da apuração, a criança também apontou o envolvimento de um tio, de 43 anos. A partir dessa informação, a Polícia Civil abriu um procedimento específico e representou pela prisão preventiva do investigado, que foi cumprida em ação conjunta com a Polícia Militar no último dia 25 de junho, também em Uiramutã.

Segundo a investigação, outro procedimento foi instaurado após surgirem indícios de que uma segunda filha do investigado também possa ter sido vítima de crimes semelhantes. Esse caso segue sob apuração pela Delegacia de Polícia de Pacaraima.

Com a conclusão das diligências, a autoridade policial solicitou a prisão preventiva dos investigados. Os pedidos foram deferidos pela Justiça e cumpridos pela equipe da Polícia Civil.

Após os procedimentos legais e a audiência de custódia, os presos foram encaminhados ao Sistema Prisional, onde permanecem à disposição do Poder Judiciário.

O delegado Valdir Tomasi afirmou que o caso evidencia a importância das denúncias e da atuação integrada entre os órgãos de proteção para identificar situações de violência envolvendo crianças e adolescentes. Segundo ele, o trabalho investigativo permitiu reunir provas, interromper o ciclo de violência e adotar as medidas necessárias para a responsabilização dos investigados.

“As investigações revelaram um cenário de violência dentro do próprio ambiente familiar, envolvendo pessoas que tinham o dever de proteger a criança. A atuação integrada da Polícia Civil com a rede de proteção foi fundamental para reunir os elementos necessários, solicitar as prisões e interromper esse ciclo. Reforçamos que qualquer suspeita de violência contra crianças e adolescentes deve ser comunicada às autoridades para que as medidas cabíveis sejam adotadas o mais rapidamente possível”, afirmou.

FonteAscom/ PCRR

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