Tren de Aragua
Foto: Ascom PCRR

A Justiça determinou o bloqueio de R$ 429 milhões em contas bancárias e ativos financeiros de pessoas e empresas investigadas por suposta ligação com a estrutura financeira do Tren de Aragua. A medida foi autorizada no âmbito da Operação Rota do Norte, conduzida pela Polícia Civil de Roraima (PCRR).

Segundo a investigação, 34 pessoas físicas e jurídicas são suspeitas de integrar um esquema de movimentação, ocultação e lavagem de dinheiro ligado à organização criminosa. Os recursos teriam origem em atividades como tráfico de drogas e tráfico de armas.

Até o momento, a operação resultou no cumprimento de 13 mandados de prisão preventiva. As diligências continuam nos estados de Roraima, Amazonas, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Paraná para localizar os demais investigados e executar todas as medidas autorizadas pela Justiça.

Durante o cumprimento dos mandados, os policiais apreenderam veículos de alto padrão, alguns avaliados em cerca de R$ 1 milhão, além de drogas e armas de fogo.

De acordo com a Polícia Civil, as investigações apontam que os suspeitos utilizavam empresas, contas bancárias, veículos e outros mecanismos para ocultar patrimônio e dissimular a origem dos recursos movimentados pelo grupo.

“O bloqueio representa um duro golpe contra a facção criminosa, especialmente contra o seu braço financeiro. Essa estrutura era responsável por receber recursos provenientes do tráfico de drogas e do tráfico de armas, promovendo a ocultação e a lavagem desses valores para manter o funcionamento da organização”, destacou o delegado titular da Delegacia de Repressão às Organizações Criminosas Organizadas (Draco), Hugo Cardias.

A Operação Rota do Norte é resultado de mais de um ano de investigação conduzida pela Draco. O trabalho teve origem nos desdobramentos da Operação Kapok, deflagrada pela Polícia Civil de Roraima em 2025, que identificou integrantes ligados ao Tren de Aragua.

Além do bloqueio patrimonial e das prisões, a investigação busca desarticular a rede financeira apontada como responsável por sustentar as atividades do Tren de Aragua.

“A integração entre as Polícias Civis e o apoio da RENORCRIM (Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento das Organizações Criminosas) foram fundamentais para o sucesso da operação. Esse trabalho conjunto fortalece o combate às organizações criminosas que atuam de forma interestadual e transnacional”, afirmou Hugo Cardias.

FonteAscom PCCR
ReportagemRedação

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