garimpos yanomami
Foto: Funai

A Operação de Desintrusão da Terra Indígena Yanomami (TIY) realizou 310 ações de combate ao garimpo ilegal em maio de 2026, com foco no bloqueio das rotas de abastecimento utilizadas por invasores. Segundo balanço divulgado pelo Governo do Brasil, a estratégia de fiscalização de aeronaves, pistas de pouso, embarcações, postos de combustíveis e corredores logísticos contribuiu para reduzir em 99% o surgimento de novos garimpos no território desde março de 2024.

De acordo com dados do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam), a redução foi registrada após a implantação da Casa de Governo, estrutura criada para coordenar as ações permanentes na Terra Indígena Yanomami. Desde então, mais de 10 mil ações foram realizadas por órgãos federais envolvidos na operação.

Durante o mês de maio, as equipes realizaram 1.060 abordagens e fiscalizaram 1.029 veículos, 53 aeronaves, 15 pistas de pouso e seis postos de abastecimento. As ações também resultaram na apreensão de duas aeronaves, dois armamentos, uma embarcação e duas máquinas leves.

Além das apreensões, foram inutilizados 19 acampamentos, 10 balsas, nove embarcações, nove esteiras separadoras de minério, uma aeronave, uma antena de comunicação, 41 motores, 11 geradores e 47 máquinas leves. As equipes ainda destruíram 1.537 litros de óleo diesel, 640 litros de combustíveis e 900 quilos de cassiterita.

As operações ocorreram em diferentes regiões da Terra Indígena. Em Onkiola e na área conhecida como Pista do Dicão, agentes da Força Nacional de Segurança Pública e da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) localizaram acampamentos e equipamentos utilizados na atividade garimpeira. Na região do Aracaçá, foram identificadas estruturas de apoio que incluíam combustíveis, rádios de comunicação, placas solares e outros materiais.

O Comando Conjunto Catrimani II, formado por militares do Exército, da Marinha e da Aeronáutica, manteve ações permanentes em áreas consideradas estratégicas. Na última semana de maio, patrulhamentos fluviais e operações de vasculhamento foram realizados nas regiões de Herepi e do Garimpo do Baiano, com apoio das bases avançadas de Waikás e Kayanaú.

As fiscalizações também alcançaram áreas fora da Terra Indígena. Com apoio da Força Nacional, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) realizou ações em Mucajaí, Apiaú, Campos Novos e Roxinho, locais apontados como corredores de abastecimento dos garimpos. Em uma das abordagens, foi identificado o transporte de alimentos destinados a invasores que atuavam dentro do território indígena.

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) também participou das operações e apreendeu aproximadamente quatro quilos de ouro transportados sem documentação fiscal ou autorização ambiental na BR-174.

Desde a abertura da Casa de Governo, em março de 2024, a Operação de Desintrusão contabiliza 10.554 ações. Nesse período, foram apreendidos 184 veículos, 51 embarcações, 164 armamentos, 3.595 munições, 249 quilos de ouro e mais de uma tonelada de mercúrio. As operações também resultaram em 369 prisões e detenções, além da aplicação de R$ 12,3 milhões em multas.

Segundo o balanço oficial, o conjunto das ações causou prejuízo estimado em R$ 709 milhões ao garimpo ilegal na Terra Indígena Yanomami. O governo afirma que a estratégia permanece concentrada na interrupção das rotas de abastecimento, na destruição de estruturas de apoio e na manutenção da presença permanente do Estado em áreas consideradas prioritárias.

FonteFunai
ReportagemRedação

Deixe seu comentário

Please enter your comment!
Please enter your name here