
A Justiça de Roraima revogou nesta segunda-feira (11) as prisões preventivas e domiciliares dos últimos investigados presos no caso envolvendo divulgação de plataformas conhecidas como “jogo do tigrinho” e suspeitas de lavagem de dinheiro. A decisão da juíza Daniela Schirato beneficia Adrielly Vivianny, Raniely Carvalho, Amanda Lourenço, Laís Ramos, Patrik Adhan, Dione dos Santos e Gildazio Cardoso.
Com a nova decisão, todos os oito influenciadores presos durante a operação da Polícia Civil de Roraima passam a responder em liberdade mediante medidas cautelares.
A primeira revogação ocorreu última quinta-feira (7), quando a magistrada concedeu liberdade à influenciadora Vitória Reis da Silva. Na ocasião, a juíza afirmou que “a manutenção da prisão preventiva, neste momento processual, mostra-se desproporcional em relação aos demais corréus investigados pelos mesmos fatos”.
Na decisão, a magistrada destacou que “a manutenção da segregação cautelar não mais se sustenta como medida de extrema ratio” e citou decisões do Superior Tribunal de Justiça que já haviam flexibilizado as prisões de parte dos investigados.
A magistrada também acolheu pedido do Ministério Público para ampliar em 30 dias o prazo das investigações, sob argumento de que “a complexidade da análise técnica das provas angariadas demanda tempo e cautela”.
Apesar da soltura, os investigados terão que cumprir medidas cautelares, como uso de tornozeleira eletrônica, proibição de sair da comarca sem autorização judicial e recolhimento domiciliar no período noturno, das 22h às 6h.
A decisão também proíbe o uso de redes sociais “para fins de promoção de jogos de azar ou de quaisquer atividades objeto da investigação”, além da criação de novas contas em plataformas digitais até o fim da instrução processual. A juíza advertiu ainda que “o descumprimento das medidas ora impostas poderá acarretar em nova decretação de prisão preventiva”.
Os investigados foram presos no dia 27 de abril durante operação da Delegacia Especial de Repressão aos Crimes Cibernéticos da Polícia Civil de Roraima. Segundo a investigação, influenciadores digitais utilizavam redes sociais para divulgar plataformas de apostas ilegais, atraindo seguidores com promessas de ganhos fáceis.
De acordo com a polícia, o grupo investigado teria movimentado cerca de R$ 260 milhões em dois anos, valor considerado incompatível com a renda declarada pelos investigados.









