Foto: Semuc BV2

Com o início do período chuvoso em Boa Vista, os casos de síndromes gripais voltaram a crescer na rede municipal de saúde, com impacto maior entre crianças. No Hospital da Criança Santo Antônio, a prefeitura ativou um plano de contingência para reforçar o atendimento.

No último mês, a unidade registrou mais de 4 mil atendimentos, o que representa 16% da demanda total. Atualmente, cerca de metade das internações está ligada a doenças respiratórias.

De acordo com a diretora do hospital, Laudineia Barros, houve aumento de 30% no número de profissionais, incluindo médicos, para o pronto atendimento. Pacientes com menor urgência são direcionados aos ambulatórios, o que contribui para reduzir o tempo de espera.

“Aumentamos em 30% o quantitativo de profissionais, incluindo médicos, para o atendimento no pronto-socorro. Já os pacientes com classificação verde (pouco urgente) são atendidos nos consultórios dos ambulatórios. Nossos atendimentos ocorrem com menor tempo de espera, mantendo a qualidade”, afirmou.

Entre os vírus mais identificados estão o rinovírus, responsável por mais de 50% dos casos, além de adenovírus, influenza A com subtipos H3N2 e H1N1, vírus sincicial respiratório, SARS CoV 2, metapneumovírus e influenza B em menor escala.

A Secretaria Municipal de Saúde mantém monitoramento contínuo da circulação desses vírus. Segundo a superintendência da Atenção Primária, o aumento segue um padrão sazonal já esperado, mas a análise semanal e a coleta de amostras permitem respostas mais rápidas, sobretudo para grupos de risco.

“O crescimento dos atendimentos acompanha o padrão sazonal de circulação dos vírus respiratórios e já é esperado. No entanto, com a análise semanal de dados e a coleta de amostras, conseguimos respostas mais ágeis, principalmente para proteger os grupos vulneráveis, como crianças, idosos e pessoas com comorbidades”, disse.

Entre os mais vulneráveis estão crianças, idosos e pessoas com comorbidades, que concentram maior risco de complicações.

A vacinação contra a influenza segue como principal medida de prevenção. O imunizante está disponível nas Unidades Básicas de Saúde para os grupos prioritários e ajuda a reduzir internações e mortes.

Podem se vacinar crianças de 6 meses a menores de 6 anos, idosos a partir de 60 anos, gestantes, puérperas, profissionais da saúde, professores, pessoas com doenças crônicas e populações em situação de vulnerabilidade.

FonteSemuc BV
ReportagemRedação

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