A Prefeitura de Boa Vista iniciou, nesta segunda-feira, 6, a vacinação contra a brucelose em rebanhos de comunidades indígenas do município. A ação alcança 17 localidades e prevê a aplicação de cerca de 200 doses do imunizante.
A vacina é obrigatória e aplicada em dose única, voltada a bezerras com idade entre 3 e 8 meses. Por exigência sanitária, a compra, o manuseio e a aplicação só podem ser realizados por médicos veterinários ou técnicos habilitados.
Segundo o secretário municipal de Agricultura e Assuntos Indígenas, Cezar Riva, o envio de equipes às comunidades reduz custos para os produtores e amplia o acesso ao serviço. Ele afirmou que a medida contribui para a saúde do rebanho e também para a prevenção de doenças em humanos.
“É uma medida essencial para manter a saúde sanitária, prevenindo doenças que afetam tanto bovinos quanto a saúde humana. Essa vacina só pode ser administrada por profissional capacitado. Levar um veterinário até a área indígena é caro e, quando enviamos nossas equipes, reduzimos custos operacionais e garantimos orientação aos produtores”, disse.
A ação também é vista como suporte direto às comunidades. O tuxaua Manoel Ângelo, da comunidade Truaru da Cabeceira, afirmou que, sem o apoio da prefeitura, muitos criadores não teriam condições de vacinar os animais.
“Nós temos o apoio da prefeitura em várias áreas. Antes, os técnicos ajudavam com a vacina da aftosa e agora continuam com a brucelose. Trazer um veterinário até aqui seria muito caro para a comunidade”, declarou.
A brucelose é uma doença infecciosa que não tem cura nos animais, exigindo o abate em casos positivos. O médico veterinário José Teixeira explicou que a doença também pode afetar humanos, sendo transmitida principalmente pelo consumo de leite cru e derivados não pasteurizados. Nos bovinos, pode causar abortos e comprometer todo o rebanho.
Em 2024, Roraima foi reconhecido pelo Ministério da Agricultura e Pecuária como área livre de febre aftosa sem vacinação. Durante os anos anteriores, a prefeitura atuou no apoio às campanhas obrigatórias de imunização, contribuindo para o alcance desse status sanitário.










