A Polícia Civil de Roraima identificou um esquema de furto e revenda de eletrônicos de alto valor em uma transportadora de Boa Vista, com prejuízo já comprovado superior a R$ 80 mil e estimativa que pode ultrapassar R$ 120 mil.
A investigação, conduzida pelo 3º Distrito Policial, apontou que o esquema era liderado por um ex-funcionário da empresa, que utilizava o acesso ao depósito para desviar os produtos antes do registro no sistema interno. Parte dos itens, avaliada em cerca de R$ 30 mil, foi recuperada durante as diligências.
Os crimes ocorreram entre agosto e outubro de 2025, em uma transportadora localizada no bairro Caranã, zona Oeste da capital. O caso veio à tona após a empresa identificar inconsistências no controle de mercadorias e acionar a Polícia Civil.
Segundo o delegado Matheus Fraga, os produtos recuperados estavam com pessoas que afirmaram ter adquirido os aparelhos sem saber da origem ilícita. Os itens foram restituídos à empresa.
De acordo com a investigação, o ex-funcionário, de 38 anos, ocupava cargo de confiança e se aproveitava da função para retirar eletrônicos sem gerar alerta nos sistemas da empresa.
Após o desvio, os produtos eram repassados a um intermediador, de 20 anos, responsável por encontrar compradores e viabilizar a revenda. Os aparelhos eram vendidos lacrados, o que dava aparência de regularidade, embora as notas fiscais prometidas não fossem entregues.
As apurações também identificaram outros envolvidos. Um deles utilizava linhas telefônicas vinculadas a aparelhos furtados, enquanto outros dois atuavam como receptadores, revendendo os produtos no mercado informal como lojistas e técnicos.
Segundo a Polícia Civil, o grupo tinha atuação organizada e divisão de tarefas, o que facilitava a continuidade do esquema e dificultava a identificação imediata dos desvios.
Prejuízo pode ser maior
O valor confirmado em boletim de ocorrência ultrapassa R$ 80 mil, sendo mais de R$ 70 mil em um primeiro lote e cerca de R$ 10,8 mil em um segundo. A empresa, no entanto, estima que o prejuízo total pode passar de R$ 120 mil.
Os investigados devem ser indiciados por furto qualificado mediante abuso de confiança e receptação. As investigações continuam para identificar outros possíveis envolvidos e ampliar a recuperação dos bens.
O delegado afirmou que a equipe reuniu provas que demonstram a participação de cada suspeito e destacou que todos deverão responder pelos crimes.
Ele também alertou consumidores sobre a compra de produtos sem nota fiscal ou com preços muito abaixo do mercado, o que pode indicar origem ilícita e gerar responsabilização.










