Uma operação do Ibama, com apoio da Funai e do Exército, desarticulou nesta semana uma frente de garimpo ilegal em 13 hectares de área embargada na Terra Indígena Raposa Serra do Sol, em Normandia, no Norte de Roraima. A ação resultou na apreensão e destruição de equipamentos, retirada de minério e prisão de dois suspeitos.
A ofensiva ocorreu nas encostas da Serra do Atola, próxima à comunidade Raposa. A área vinha sendo monitorada e apresentava avanço recente da atividade ilegal. Segundo os órgãos, o movimento está ligado ao deslocamento de grupos após operações na Terra Indígena Yanomami.
O prejuízo imediato aos garimpeiros foi estimado em R$ 750 mil, com foco na inutilização da estrutura usada na extração.
Foram apreendidos e destruídos 27 motores, entre guinchos e geradores, além de cinco britadeiras, uma perfuratriz e um detector de ouro. Também foram derrubados 30 acampamentos montados na área.
Na logística, os agentes apreenderam um automóvel, uma motocicleta e duas carretas semi-reboque. Ao todo, 13 toneladas de minério bruto foram retiradas do local. O material estava ensacado e pronto para processamento em moinhos.
O Ibama informou que o garimpo na região costuma usar cianeto, substância tóxica que pode contaminar água e afetar diretamente as comunidades indígenas.
Durante a ação, duas pessoas foram presas em flagrante por crimes ambientais e levadas à Polícia Federal.
A operação faz parte de uma sequência de ações realizadas ao longo de 2025 na região. Em Uiramutã, equipes já haviam destruído três balsas usadas no garimpo ilegal no rio Maú, na fronteira com a Guiana, além de apreender motores.










