A Terra Indígena Truaru da Cabeceira, em Roraima, começou a receber placas de identificação que indicam que a área é demarcada. A primeira foi instalada no dia 9 de março.
A área não é nova. Já é reconhecida como terra indígena. A medida não trata de demarcação, mas de sinalização para deixar claro os limites e a condição do território.
A ação faz parte de um acordo entre a Fundação Nacional dos Povos Indígenas, Funai, e o Conselho Indígena de Roraima, CIR. A proposta é colocar placas em diferentes pontos para orientar quem circula pela região e reforçar que o acesso depende de autorização das comunidades.
Durante a agenda, a presidenta da Funai, Joenia Wapichana, afirmou que a medida reforça a responsabilidade do Estado sobre a área.
“Essa terra aqui é importante para a cultura, sobrevivência física, econômica e meio ambiente. A placa pode ser simbólica, mas mostra que é uma terra indígena demarcada e que o Estado brasileiro tem o dever de proteger”, disse.
O coordenador do CIR, Amarildo Macuxi, afirmou que a sinalização também contribui para a segurança das comunidades. “As placas garantem mais segurança jurídica, porque indicam que é uma terra protegida e proíbem o acesso de pessoas sem o consentimento da comunidade”, declarou.
A coordenadora regional da Funai em Roraima, Marizete de Souza, disse que a entrega das placas e das ferramentas deve facilitar a execução das ações em campo e reforçar a presença da instituição nos territórios.
A ação na comunidade Truaru da Cabeceira marca o início da instalação das placas em outras terras indígenas do estado. Ao todo, a iniciativa prevê a distribuição de 230 placas para atender 29 territórios.
O acordo entre Funai e CIR foi firmado em abril de 2025, durante o Acampamento Terra Livre, em Brasília, com foco em ações de proteção e gestão territorial em Roraima.










