
A procuradora do Estado de Roraima Rebeca Ramagem afirmou que a ordem para retorno ao trabalho presencial na Procuradoria-Geral do Estado configura “perseguição política”. A determinação foi adotada pelo procurador-geral do Estado, Tyrone Mourão, segundo reportagem publicada pelo InfoMoney .
Rebeca sustenta que exerce suas funções em regime de teletrabalho desde 2016, “sem qualquer prejuízo ao serviço público”, e afirma que cerca de um terço dos procuradores atua remotamente. Em publicação nas redes sociais, classificou a medida como “desproporcional e arbitrária” e disse que houve rompimento da isonomia interna ao suspender apenas o seu regime.
A procuradora também relaciona a decisão ao momento em que seu marido, o ex-deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ), se encontra nos Estados Unidos após ter sido condenado a 16 anos de prisão por participação na chamada trama golpista, conforme noticiado pelo portal .
Segundo a reportagem, Rebeca entrou em férias em 17 de novembro e viajou para Miami com as filhas. As férias foram estendidas até 19 de dezembro. Em 22 de dezembro, foi apresentado atestado médico solicitando licença por 60 dias, sob alegação de impactos emocionais e psicológicos. O pedido foi acatado e, desde então, ela não retornou às atividades .
O texto também informa que a procuradora recebia salário bruto mensal de R$ 46 mil e teve o pagamento suspenso, além das contas bloqueadas, em 12 de dezembro, por decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes .
Até o momento, não há manifestação pública da Procuradoria-Geral do Estado de Roraima sobre os critérios adotados para a determinação de retorno presencial.







