Roraima aparece no primeiro lugar do ranking nacional de pessoas desaparecidas, com a maior taxa proporcional do país. Em 2025, o estado registrou 78,1 casos a cada 100 mil habitantes, segundo dados do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp), do Ministério da Justiça.
No total, o Brasil contabilizou 84.760 registros de desaparecimento ao longo do ano, o maior número da série histórica. O volume representa um aumento de 4,1% em relação a 2024. A taxa nacional ficou em 39,7 ocorrências por 100 mil habitantes.
Logo atrás de Roraima aparecem o Distrito Federal, com 74,6 casos por 100 mil habitantes, e o Rio Grande do Sul, com 67,7. Apesar de não liderarem proporcionalmente, estados mais populosos concentram os maiores números absolutos de registros, como São Paulo (20.546), Minas Gerais (9.139) e Rio Grande do Sul (7.611).
O levantamento também aponta disparidades regionais. Enquanto Roraima lidera a lista, Mato Grosso do Sul apresentou a menor taxa do país, com 12,9 casos por 100 mil habitantes, além de redução no número de registros em relação ao ano anterior.
Especialistas destacam que parte da variação entre os estados pode estar relacionada à qualidade do registro dos dados, estrutura das polícias civis e políticas públicas voltadas à localização de pessoas desaparecidas. Alguns estados ainda não haviam enviado informações completas referentes ao mês de dezembro até o fechamento do balanço.
O Ministério da Justiça reforça que não é necessário aguardar 24 horas para registrar o desaparecimento de uma pessoa. A orientação é procurar imediatamente uma delegacia e fornecer o máximo de informações possíveis para agilizar as buscas.








