Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

O senador Mecias de Jesus (Republicanos-RR) apresentou o Projeto de Lei Complementar 267/2025, sobre a incidência de cobrança de Imposto Seletivo sobre todas as exportações brasileiras. A proposta busca preservar a entrada de divisas, o superávit comercial e reduzir insegurança jurídica e disputas tributárias.

O texto altera o art. 413 da Lei Complementar 214/2025, incluindo de forma expressa a não incidência do Imposto Seletivo sobre “as exportações para o exterior de bens e serviços”. “Exportação não pode carregar imposto embutido. Se a gente tributa o que o Brasil vende lá fora, a gente perde mercado, encarece a produção e enfraquece a balança comercial”, disse.

Mecias de Jesus argumentou que tributar exportações reduz a competitividade, desestimula a atividade exportadora e diminui a entrada de divisas. O projeto também sustenta que a medida é coerente com a Constituição e com o princípio do destino adotado na Reforma Tributária (EC 132/2023). “Se a Lei Complementar 214 continuar como está, sem a correção prevista nesta proposta, o efeito prático não será o aumento da arrecadação com a entrada em vigor do Imposto Seletivo, mas a criação de um amplo e inevitável volume de disputas administrativas e judiciais”, destacou o parlamentar.

Hoje, somente o setor de petróleo e gás representa cerca de 15% do PIB industrial e que, entre 2010 e 2021, recolheu R$ 2,13 trilhões em royalties, bônus e tributos; enquanto países concorrentes da indústria extrativa brasileira adotam políticas fiscais voltadas à desoneração das exportações, a adoção de medida contrária no Brasil representa grave risco de perda de competitividade internacional. “O que pode parecer arrecadação, na prática, vira insegurança jurídica e uma onda de contencioso. A tentativa de tributar exportações afronta o texto constitucional e abre disputa evitável, custosa e longa”, argumentou.

O projeto foi apresentado aguarda o despacho da Mesa Diretora do Senado para saber em quais comissões vai tramitar. Mecias de Jesus finaliza reforçando que a medida evita a bitributação e protegendo e expandindo a competitividade das exportações brasileiras, o que gerará mais empregos no país.

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