Tropas do Comando Operacional Conjunto Catrimani II inutilizaram dois garimpos ilegais nas regiões conhecidas como Garimpo do Brabinho e Garimpo do Barão, na Terra Indígena Yanomami, durante patrulhas fluviais realizadas nos dias 21 e 22.
A ação ocorreu em coordenação com a Casa de Governo no estado de Roraima e integra a estratégia de combate ao garimpo ilegal na região. Durante a operação, os militares localizaram duas estruturas de garimpo abandonadas, além de dois motores e utensílios domésticos deixados pelos garimpeiros.
As patrulhas fluviais são utilizadas como um dos principais instrumentos de negação logística ao garimpo ilegal, com o objetivo de interromper o transporte de pessoas, insumos e equipamentos usados na atividade ilícita. Segundo o comando da operação, a presença contínua das tropas busca desestimular novas ocupações, aumentar a segurança das comunidades indígenas e contribuir para a preservação ambiental da área.
Desde abril de 2024, quando teve início a Operação Catrimani II, o Comando Operacional Conjunto mantém monitoramento permanente nos rios Uraricoera e Mucajaí, considerados rotas estratégicas para o deslocamento de garimpeiros. Nessas áreas de selva densa, o acesso terrestre é limitado, o que torna os rios os principais corredores logísticos da atividade ilegal.
A Operação Catrimani II reúne Órgãos de Segurança Pública, agências federais e as Forças Armadas, sob coordenação da Casa de Governo em Roraima. A atuação está prevista na Portaria GM-MD nº 5.831, de 20 de dezembro de 2024, e tem como objetivo ações preventivas e repressivas contra o garimpo ilegal, crimes ambientais e ilícitos transfronteiriços na Terra Indígena Yanomami.








