Foto: Tiago Orihuela

O ex-deputado Jalser Renier teve o julgamento suspenso após decisão liminar concedida pelo desembargador Ricardo de Aguiar Oliveira, no processo em que ele responde pelo sequestro e tortura do jornalista Romano dos Anjos. A medida foi tomada por meio de habeas corpus nesta quinta-feira, 22, e paralisa a ação penal que já se encontrava na fase final, restando apenas a sentença.

Além de Jalser Renier, o processo envolve seis policiais militares e um ex-servidor da Assembleia Legislativa de Roraima, acusados de participação no crime ocorrido em outubro de 2020, em Boa Vista.

No pedido apresentado à Justiça, a defesa do ex-deputado argumentou que a ação tramitou inicialmente no Pleno do Tribunal de Justiça de Roraima em razão do cargo que ele ocupava à época da denúncia. Após a cassação do mandato, o processo passou para a primeira instância, mas, segundo a defesa, a sentença deveria ser proferida pelo Pleno.

Ao analisar o habeas corpus, o desembargador concedeu a liminar e determinou a suspensão do processo até o julgamento definitivo da questão levantada, interrompendo o andamento da ação penal.

O sequestro 

Romano dos Anjos foi sequestrado na noite de 26 de outubro de 2020, quando estava em sua residência com a esposa. Ele foi levado por homens armados, torturado e abandonado em uma área rural de Boa Vista, sendo encontrado posteriormente com ferimentos graves.

O caso resultou na deflagração da Operação Pulitzer em setembro de 2021, quando policiais militares e um ex-servidor da Assembleia Legislativa foram presos. Menos de um mês depois, Jalser Renier foi preso na segunda fase da operação, apontado como suposto mandante do crime.

Jalser permaneceu preso por cinco dias e obteve liberdade por decisão do Superior Tribunal de Justiça, com aplicação de medidas cautelares. Em outubro de 2021, o Ministério Público denunciou o ex-deputado por oito crimes relacionados ao caso. Em setembro de 2022, ele teve o mandato cassado após 27 anos consecutivos como deputado estadual.

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