Dois garimpeiros foram presos no dia 2 de janeiro de 2026 durante uma patrulha fluvial realizada pelo Comando Operacional Conjunto na região dos garimpos conhecidos como Barão e Ouromil, dentro da Terra Indígena Yanomami. Os presos foram conduzidos para Boa Vista.
Durante a verificação da área, os militares identificaram indícios de garimpo ilegal e localizaram ferramentas utilizadas na extração de minérios.
Em um dos pontos, foi encontrada uma estrutura de acampamento, além de uma embarcação, um motor e duas resumidoras, equipamentos usados no processo de separação do ouro. Todo o material foi inutilizado no local.
As patrulhas fluviais fazem parte das ações da Operação Catrimani II, que atua no combate ao garimpo ilegal por meio do monitoramento de igarapés, áreas marginais e calhas de rios usados como rotas de acesso e logística para a atividade clandestina.
A operação teve início em abril de 2024 e, desde então, tropas do Comando Operacional Conjunto realizam patrulhas nos rios Rio Uraricoera e Rio Mucajaí, áreas com maior incidência de garimpo ilegal devido à proximidade com regiões de selva fechada.
A Operação Catrimani II é conduzida de forma conjunta por órgãos de segurança pública, agências governamentais e Forças Armadas, com coordenação da Casa de Governo no Estado de Roraima.
As ações seguem as diretrizes da Portaria GM-MD nº 5.831, que prevê medidas preventivas e repressivas contra o garimpo ilegal, crimes ambientais e ilícitos transfronteiriços na Terra Yanomami.








