Foto: Eduarda Martos/Sesau

O estado de Roraima segue as normas do Ministério da Saúde para identificar, monitorar e prevenir casos de arboviroses na região, com a realização do Levantamento de Índice Rápido de Infestação pelo Aedes aegypti. A gerente estadual do Núcleo de controle de dengue, febre amarela, zika e chikungunya, Rosângela da Silva Santos, disse que em função da pandemia, houve uma redução nesses levantamentos, mas o número de casos está ainda sob controle.

De acordo com ela, em 2021 os casos de dengue notificados apresentaram redução de 50,2%, enquanto o número de casos confirmados da doença chegou a cair 80%. O mesmo não ocorreu em relação à zika e chikungunya, que tiveram aumento tanto nas notificações quanto nos casos confirmados das doenças.

Mas segundo a gerente do núcleo, esse aumento foi pontual, com concentração no município de Sâo João da Baliza, no sul do estado. Os municípios com maior índice de infestação pelo Aedes também estão nessa área: Alto Alegre, Amajari, Caracaraí e Cantá.

As medidas nestes locais já foram intensificadas, para controle do mosquito e atividades que incluem a capacitação de servidores e ações de sensibilização dos moradores. Já outras atividades de combate ao mosquito, como o uso do carro fumacê, de acordo com Rosângela Souza, precisam de indicação epidemiológica, e são adotadas em casos mais graves.

Mas ela alerta mesmo para o trabalho do cidadão no combate ao Aedes: “A população é o principal parceiro do serviço público no controle dessas doenças.”.Por isso, o Ministério da Saúde reforça a necessidade de que cada cidadão inspecione os lugares em que mora ou trabalha para que não sejam depósito de ovos do mosquito. O tema é tratado na Campanha Combata o Mosquito Todo Dia.

“A campanha traz à tona a questão de cada um buscar a responsabilidade dentro do seu quintal, do seu local de trabalho e utilizar dez minutos da sua semana para fazer uma revisão nos principais locais onde possam ter criadouros do mosquito e elimine esses criadouros, não deixe que o mosquito nasça”, pondera o coordenador-geral de Vigilância de Arboviroses do Ministério da Saúde, Cássio Peterka.

Situação do País

O Brasil registrou queda 42,6% no número de casos prováveis de dengue entre 2020 e 2021. No ano passado, foram notificadas 543.647 infecções, contra 947.192 em 2020. Os dados são da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde.

Entre os casos de zika, houve uma pequena redução de 15%, passando de 7.235 notificações em 2020 para 6.143 em 2021. Já a chikungunya registrou aumento de 32,66% dos casos, com 72.584 em 2020 e 96.288 no ano passado.

O sanitarista da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) de Brasília, Claudio Maierovitch, destaca que 2020 foi um ano de muitos casos e, por isso, não se deve relaxar com a queda de contágios em 2021. “Mesmo não tendo havido aumento de um ano para o outro, essa não é boa comparação, uma vez que o ano anterior foi de números altos”, alerta.

 

Deixe seu comentário

Please enter your comment!
Please enter your name here